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Adormeci.Como de costume às 5h15 da manhã.Desregulei meu sono, desregulei meu corpo, desregulei minhas retinas para que todos os dias pudessem contemplar a aurora fulminante em minha janela.Espero o sol nascer... E trazer mais um dia cheio de instantes supérfluos.Espero o sol nascer... Como quem aguarda uma boa notícia.Porém, sempre é a mesma mensagem, a mesma imagem e tela.Já sinto os primeiro raios de luz em minhas paredes. Já está claro.Então, adormeço.Os sonhos parecem ter mais vida nessas horas.E comprimem meu mundo.A noite é meu dia. E meu dia já não existe.Porque, talvez, eu não exista.Apenas, vago perdida no intervalo de tempo de lençóis e janelas.E o tempo caminha indiferente à realidade.Tudo é fruto da minha onírica realidade...Esquecida em alguma gaveta da minha voz.As coisas mantêm o seu curso natural,Aquele ritmo alucinante,Tão veloz que a distinção entre o passado e o presente está embaçada.O futuro é algo me traz a lembrança uma outra geração.Conjugo os três tempos como se fossem iguais.E parece não fazer diferença.E tudo que desejei era repousar no meio da estrada,(...)
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{Ouvindo: Art Tatum - Tea for Two}
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